Pneu Best

Luz da injeção eletrônica acesa: entenda o que isso significa

Dicas Luz da injeção eletrônica acesa

A luz da injeção eletrônica acesa em seu painel é o sinal mais evidente de que há problemas neste sistema. Mas você sabia que este não é o único indicativo de que precisa levar o carro logo até uma oficina mecânica? 

Notar que veículo anda consumindo mais combustível do que deveria e ter dificuldades na hora de dar partida são sinais menos evidentes de problemas com a injeção eletrônica, mas eles também não devem ser ignorados. Entenda o porquê!

Qual a função da injeção eletrônica?

O sistema de injeção eletrônica foi implantado nos veículos em substituição aos carburadores. De forma prática, a injeção eletrônica é responsável por oferecer ao motor apenas o volume de combustível que o veículo necessita para rodar. 

Assim, graças a injeção eletrônica, o motor trabalha sempre em condições ideais, adequando o consumo de combustível e tornando o processo de combustão muito mais eficiente, econômico e causando menos danos ao meio ambiente.

A injeção eletrônica também controla o tempo de ignição. Por isso, outra vantagem da implantação deste sistema nos veículos é não ter problemas na hora de dar partida, algo bastante comum aos motores carburados, principalmente em dias frios. 

O sistema dispensa o afogador e, com isso, as partidas se tornam mais rápidas. É ainda a injeção eletrônica que controla a marcha lenta e, em alguns modelos de veículos, as válvulas.

Embora tenha tantas vantagens, a história da injeção eletrônica  só começou a ser escrita no Brasil no ano de 1988 como modelo 1989. O primeiro automóvel a receber o item foi o Volkswagen Gol GTi.

Como surgem os problemas com a injeção eletrônica?

Já que realiza o monitoramento do combustível que está indo para o motor para ser queimado, um dos principais motivos para ter a luz da injeção eletrônica acesa no painel tem a ver justamente com o combustível.

Acúmulo de impurezas, uso de combustíveis fora da especificação estabelecida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), problemas no catalisador ou mesmo falhas na leitura da sonda lambda (localizada junto ao coletor de escape do carro) podem levar esta luz amarela, com o desenho de um motor, a “dar o ar da graça” no painel do seu carro.

Resíduos nos injetores, velas ou cabo de vela também são causas frequentes de falhas no sistema de injeção. Impurezas nos bicos injetores podem fazer com que o motor trabalhe de maneira irregular, desencadeando problemas mais graves.

A luz do painel acesa é o sinal de que esses problemas mais graves estão ocorrendo, no entanto, outras falhas requerem atenção: 

  • Observar o aumento no consumo de combustível;
  • Notar a perda da potência;
  • Ter dificuldade para dar partida;
  • Perceber problemas com a marcha lenta.

Se a pergunta que levou você a ler este artigo foi “o que fazer diante da luz da injeção eletrônica acesa”, a resposta é só uma: levar o veículo imediatamente até uma oficina mecânica, pois o fato de continuar andando não significa que dá para esperar.

Pense no sistema de injeção eletrônica como se fosse o cérebro do seu carro. É ali que ficam armazenadas todas as informações (e também os problemas), é por isso que este sinal é tão sério e que o carro não estará “andando normalmente”.

Utilizando um scanner, o especialista em sistema de injeção eletrônica fará uma avaliação e os reparos necessários no sistema.

O que fazer para prevenir problemas na injeção eletrônica?

Prevenir é sempre melhor do que remediar. Por isso, mesmo que não esteja diante de nenhum dos sinais que trouxemos neste artigo, lembre-se sempre de:

  1. Seguir as especificações do manual do proprietário – lá estão informações como a periodicidade em que os bicos injetores, velas e válvulas devem ser limpos e também sobre a durabilidade dos filtros de combustível. Geralmente, a limpeza dos bicos injetores, deve ser feita a cada 30 mil quilômetros.
  2. Evite andar com o carro “na reserva” ou encher o tanque completamente – quando o nível do combustível está na reserva, a sujeira depositada no fundo do tanque entra no sistema de alimentação e entope filtros e bicos injetores, além de superaquecer a bomba. Por outro lado, encher o tanque completamente também pode danificar a bomba e as válvulas de injeção.
  3. Faça a revisão do sistema de injeção eletrônica – em média, a cada 40 mil quilômetros. Se rodar pouco com o veículo, é bom realizar pelo menos uma checagem preventiva uma vez por ano. 

Gostou das nossas dicas? Que tal fazer a sua próxima parada no texto “7 Problemas na manutenção do carro para descobrir em casa”?